Nossa Rota

Australia mais um pouquinho …

Postado por | No Blog do Crisa | Em 09-10-2010

Pois é! Não deu para sair. Demos uma encalhada classica bem na saida da marina. O Vaga ficou bem avontade, fazer o que?! Quase 7 horas depois conseguimos boiar novamente. Era um canalzinho bem pequeno, saimos com pressa para abastecer (só podiamos até as 10am), não liguei o GPS, tudo para dar errado … e deu, rsrsrsrs …

Como o posto só funciona ate sabado, vamos ficar ate segunda … parece que a Australia não quer deixar o Vagabond partir!

Chau Australia!

Postado por | No Blog do Crisa | Em 08-10-2010

Foram quase 6 meses nesse pais enorme chamado Australia. Para a maioria dos brasileiros, Australia é apenas uma “ilha” mas na verdade é quase um continente! Em tamanho geografico ela vem logo depois do Brasil e a diversidade de paisagens e pessoas é surpreendente!

O Vagabond ja esta todo pronto, limpo, abastecido e com a documentação de partida toda assinada, agora é levantar bem cedo e sair para velejar! Serão quase mil milhas até Bali e quem sabe em uns 10 dias chegamos por lá.

Não vejo a hora de chegar e voltar a curtir o mar porque aqui na Australia tem muito crocodilo, tuburão e agua-viva venenoza. A situação é tão preocupante que em 6 meses só cai na agua um vez.

O surf na indonesia é classe A e estou doido para cair no mar despreocupado da vida.

Indonesia lá vamos nos!

Chegamos no Oceano Indico!!

Postado por | No Blog do Crisa | Em 15-09-2010

Me lembro perfeitamente da primeira vez que eu escutei falar do Estreito de Torres. Foi numa aula de geografia na sexta serie, ha uns 20 anos atras, vixe como estou ficando velho! Pois é … me lembro principalmente da empolgação do professor ao explicar que “é nessa pequena faixa, entre o continente australiano e pequenas ilhas ao norte, que o oceano pacifico se junta com o oceano indico gerando um correnteza tao forte que volta e meia afunda um navio ou outro” Não que eu tivesse alguma tendencia suicida mas cruzar essa pequena faixa, depois desse dia, virou meta pessoal. Eu e minhas ideias malucas!

Agora o Oceano Pacifico ficou para tras e depois de mais de dois anos morando nele, posso confirmar a percepção de todos os cruzeiristas; ele faz jus ao nome. As ondas não são tão doidas quanto no Atlantico, a chuva vem sempre acompanhada de ventos calmos ou inexistentes (no Atlantico chuva vem sempre bombando com muito vento) e como se ja não fosse suficiente, esse cenário ideial para velejar, ainda existem milhares de ilhas maravilhosas que teimam em surgir nos lugares mais improvaveis! Lugares como Polinésia Francesa, Galapagos, Fiji … meu Deus!! Parodiando Lenini: “Voce ja foi na Polinesia? Tem que ir, tem que ir!!”

Estamos ancorados no extremo norte da Australia, logo depois do Cape York, num vilarejo chamado Sesia … mais tarde vamos de carona até uma “cidade” chamada Bamaga, que fica a 13 km daqui. Ainda não sabemos se tem internet mas depois de mais de 15 dias sem saber nada do mundo exterior, a vontade de ter noticias, é enorme!

Maria – Nova Tripulante

Postado por | No Blog do Crisa | Em 31-08-2010

A Maria é uma velejadora iniciante nas artes nauticas que vai acompanhar nossa aventura ate Darwin.

Maria é uma inglesa de 25 anos que morou no Brasil por 6 meses, pais que ela adotou, em suas propias palavras, como “O melhor pais do mundo!”

Como afinidades são tão importantes, ficou facil acolher-la abordo!!!

Confira o primeiro texto dela, escrito ja em portugues.

Mar da Tasmânia – Capotando e Aprendendo

Postado por | No Blog do Crisa | Em 26-07-2010

Dia 28/04 saimos da Nova Zelandia com destino a Australia. A ideia inicial era fazer a atravessia em 12 dias. Saiando de Opua, norte da Nova Zelandia e rumando diretamente para Brisbane. Os prognósticos eram os melhores possiveis, vento e as ondas de popa o que prometia ser um passeio “ladeira a baixo” ate a Australia … mas infelizmente nao foi bem assim.

Os primeiros 5 dias foram bastante chatos. Vento variando entre na cara ou completa ausencia. “Veleramos” quase 100 hrs sem parar ate chegarmos no meio do mar da Tasmania. Foi quando a situação comecou a mudar. O vento foi aumentando e as ondas … que ondas! Parecia que a cada nó que o vento aumentava, as ondas duplicavam.

Para mim ate entao, como para maioria do velejadores, tempo ruim era definido pela velocidade do vento, isso ate aprender na pele, o efeito correnteza! O Mar da Tasmania é limitado entre dois paises Australia e Nova Zelandia, o que faz com que a correnteza que normalmente ruma de leste para oeste, saia de Fiji (leste), bata na costa da Australia (oeste), desca ate encontrar o mar aberto novamente no sul da Australia, faca a curva, (com os westerlies, sentido oeste para leste), bata na costa da Nova Zelandia, e suba novamente ate Nova Caledonia (no norte) … é literalmente um efeito redemoinho bem no meio do mar. É tao impressionante que chegamos a presenciar correntezas que faziam o Vagabond navegar, sem nenhuma vela encima, a 4 knos de velocidade!!

Chegamos no oitavo dia de travessia e a essa altura, 45 nos de vento e ondas que passavam altura do mastro (12 metros) não deixaram muita opção, mudamos o rumo e começamos a seguir o mesmo rumo da tempestade. Cada barco tem sua configuração especial para fugir de tempestades, alguns preferem usar vela grande no ultimo rizo, outros usam a genoa toda enrroalda, outros usam só motor, outros usam ancora de tempestade … de todas a tecnicas que eu experimentei, a que fez Vagabond ficar mais estavel foi usar um pedacinho da genoa, tentando manter o rumo junto com as ondas. Mas alguma coisa naquela mar me parecia estranha e antecipando um possivel capotamento, tomei a decisão mais dificil ate hoje … tiramos todas as velas e usamos o motor apenas para manter o rumo. Digo, “apenas para manter o rumo”, porque o motor era totalmente desnecessário para ganhar velocidade, ja que sem motor e velas, o barco estava andando a 6 nos, só com a força do vento empurrando o casco. Coisa de louco! Read the rest of this entry »

Domingo é Dia de Feja no Vaga

Postado por | No Blog do Crisa | Em 26-07-2010

Minhas habilidades culinarias sempre foram limitadas porem as habilidades “festeiras”, pelo contrário, nunca tiveram limites! Conhecendo esses dois traços bem particulares, decidi juntar os dois e fazer todo domingo o “Feja no Vaga”, porque com a festa bombando, quem vai pensar se a comida está boa, ne?!

As primeiras feijoadas, carinhosamente apelidada pelos amigos de “Feja no Vaga”, foram bastante regulares. Algumas vezes um pouco salgada, outras um pouco queimadas e outras um pouco de pouco mesmo … e foi nesse ritmo que quase todos os domingos reuniamos os amigos no Vagabond para fazer um resumo da semana, comer bem (sempre que possivel) e logicamente, curtir uma boa festa, bem isso foi até o domingo passado, porque foi nesse ultimo domingo (com Tsunami e a zorra) que a coisa pegou pressão mesmo!

Foram 24 pessoas abordo, 10 homens e 14 mulheres (isso que é festa), viola bombando com a galera do Canela rasgando no som, Jony e Duda (viola), Gutao (Cajon) e Crisa (ovinho), todo mundo feliz da vida, botando pra quebrar na alegria, ajudada logicamente pelo consumo de 18 litros de vinho, 8 caixas de cerveja, savia e outras coisas mais … ja ia esquecendo do mais importante … foi tambem nesse domingo que o feja GRUVOU! Consumimos uma panela gigante, com muita carne, bacon e tudo que seu Marô manda, não sobrou nem um restinho para contar a historia … alias aqui o meu reconhecimento incondicional para o meu mestre nessa arte, que sem suas coordenadas, eu nao saberia nem como comecar!

Ps. A receita do Feja, escrita pelo Chef Maro, tambem esta no site.

Paulão na Área!

Postado por | No Blog do Crisa | Em 26-07-2010

Pois e pessoal, recebi a grata visita de um super brother de Salvador

Amigos de infancia, Paulao é daqueles amigos que falam pouco, mas quando falam todo mundo para para escutar. Talvez pelo tamanho (ele tem quase dois metros de altura) ou pelo tom sempre conciliador, Paulao sempre foi considerado um cara gente boa por todo mundo.

Receber uma visita inesperada, de uma pessoa que tem raizes  tão profundas com a minha infância, sempre funciona como um tonificante do tipo “segura firme que os amigos continuam te esperando” … afinal de contas é sempre bom ter amigos de verdade por perto!

Auckland, uma Grata Surpresa

Postado por | No Blog do Crisa | Em 26-07-2010

A decisão de vir para a Nova Zelandia foi tomada 100% no “feeling”. A vinda para cá não estava planejada, mas depois de conversar com um monte de velejadores, muchileiros e afins, decide de forma um pouco impulsiva, enfrentar os mares do sul so para curtir um pouco desse pais, que por informacoes diversas, prometia um estadia maravilhosa.

Nova Zelandia é um pais de colonização inglesa porem (na minha opniao) para a felicidade deles, o pais teve a sorte de absorver apenas as coisas boas dos ingleses, tipo: organização, vida civilizada, respeito pelo próximo … sendo que toda caretice tipica desse mesmo povo nórdico, excesso de regras e “otras cositas mas” ficaram para tras e a boa vibe pode ser sentida em todos os lados.

Para resumir, Nova Zelandia pode ser considerada (pelo menos ate agora), a surpresa mais grata de toda viagem. Tem que vir para ver!