Nossa Rota

Quem não sonha estar num veleiro?

Postado por | No Blog dos Convidados | Em 29-07-2011

Por: David Fadul Alves Dias, o Davinho.

Quem não sonha estar num veleiro, em pleno mediterrâneo, curtindo o mar, o sol com os seus melhores amigos? Uma experiência inesquecível, um sonho realizado.

Desde que o Vagabond deixou as águas brasileiras para se aventurar nos mares do mundo tenho acompanhado meu amigo Cristiano, Mario e Rafael nesta aventura. Os dois primeiros, amigos de infância, destes que agente considera como irmão e que até participam mais de sua vida que os de mesmo sangue.
Nestes anos, vários outros brothers já incrementaram esta aventura, mas confesso, para os que me conhecem desde a adolescência, tenho “espinhas” encravadas, sonhos não realizados devido aos caminhos e trilhas que a vida me levou até pouco tempo atrás. Mas como toda vida dá suas reviravoltas, uma espinha foi retirada e pude levantar âncoras com o Vagabond.

Destino: Sicilia na Itália, mais precisamente em Palermo e uma velejada até Ustica, uma ilha ao norte de beleza superior e vida calma. Suas casas e ruas são características da cultura italiana e seu povo, já conhecido no mundo pela conversa aos gritos, pelos gestos exagerados apesar de não entendermos nada. Se a conversa é sobre parentes, parecem que estão brigando, uma conversa informal parece discussão sobre a conta num barzinho. Boas risadas não sobraram.

A culinária, nem se fala, as massas são deliciosas! Seja pão ou pizza os italianos sabem fazer como ninguém! Deixam a desejar nos mariscos, nosso forte aqui na Bahia. Não troco uma lambreta cozida pelos mexilhões deles! Não tem muito o nosso tempero baiano.

Mas não posso aqui ficar falando de Ustica, não sou expert em textos descritivos sobre locais e culturas como nosso amigo Marô. Vou falar particularmente sobre minha experiência no Vagabond.

Estar num veleiro, já estive. Mas nada mais que 2 dias e com estrutura e conforto das marinas. Ter água e dinheiro de sobra pra fazer muitas regalias. O projeto de dar a volta ao mundo é realmente uma experiência de sobrevivência, onde você tem que estar preparado para enfrentar extremos, de corpo e psicológicos. Aprendemos muitas lições de vida e tirar proveito disto é sabedoria. Cristiano é um cara que, com certeza, tem o equilíbrio e a coragem que um verdadeiro Capitão necessita. Não tem como evitar surpresas ruins, mas a capacidade de poder decidir e resolver, sim, ele tem. Experiência conta muito e a leitura e interpretação da natureza pode ser o diferencial.

Quando saio do conforto do meu lar, das regalias que estou acostumado e me coloco dentro de um veleiro, onde existem regras e normas, é difícil. O espaço é pequeno e se acostumar logo é preciso (pareço o Meste Yoda falando). Saber respeitar o próximo e, principalmente, ter a humildade para perceber que lá dentro somos todos iguais, nem mais, nem menos. Hierarquia é necessário para saber o papel de cada um.

Tentei me apegar a estes pontos para fazer que minha estadia no Vagabond não fosse um fardo e sim, uma soma. Mesmo vindo de uma ressaca “dus inferno” chegamos ao aeroporto de Palermo e fomos recepcionados pelo brother Crisa, que nos levou direto para a marina, estávamos cansados, mas a alegria de rever um grande amigo, não tem preço. Leopito, que me acompanhou nesta empreitada, levou uma lembrancinha de Barcelona onde estivemos antes, além, é claro, de 2 litros de whisky que iriam ser de suma importância para nossa estadia.

Ficamos surpresos em ver que o Vagabond estava inteirinho, recém reformado e pronto para a volta pro Brasil. Crisa já havia feito as compras dos mantimentos e logo ordenou eu e Leopito para trabalhar (regra básica pra quem chega no Vaga). Fomos logo condecorados como marinheiros e fomos limpar o Vaga. Uma combinação descontraída de trabalho e conhecimento. Eu e Leopito demos boas risadas. É defensa, nós difíceis, genoa, retranca, ding, com o tempo se tornam palavras simples.

A ida até Ustica pra mim não foi tão boa, fiquei um pouco enjoado e aquela coisa de não querer sair do lugar, mas foi bom apreciar a paisagem. Não pescamos nadinha, aliás as informações são de que os peixes do mediterrâneo está acabando e a pesca cada vez mais difícil.

Ustica foi avistada depois de 7 horas de velejada. Pegamos uma bóia em uma baía aparentemente tranqüila, de praia com pedras, sem areias, alias as praias são todas sem areia. Ficamos ali onde aproveitamos as belezas da ilha, alugamos scooters e demos voltas, fizemos churrasco e aproveitamos pra colocar os papos em dia e curtir bons momentos que uma amizade de anos podem proporcionar. Tomar banho no mar mediterrâneo é uma experiência inesquecível, a água é de um azul que nunca vi aqui no Brasil, segundo Crisa, a cor da água é um reflexo do fundo e não da própria água do mar. Conhecemos amigos, bebemos e apreciamos um por-do-sol que poucas vezes presenciei. Na saída o mar mudou, Leopito tinha xantado a pedras as 6 da manhã: – Crisa, todo mundo já deu o fora, o mar tá agitado! Tivemos de pegar, Cristiano e eu, o bote para desamarrar as defensas da bóia e retirar o Vaga dali. Momentos tensos, o mar tava muito agitado e tive de me equilibrar muito para não cair na água. Mas conseguimos ao final de tudo soltar as amarras e partir. Como não tinha condições de ir em terra por ali, as scooters ficaram pra pegarmos depois através da marina mais traquila.

A volta de Ustica nos revelou um Mar Mediterrâneo que nem o próprio capitão tinha visto. Ondas altas, mar agitado, sobrou até pra Leopito que tomou um banho quando uma onda nos pegou pela lateral. Nada de peixe na volta também. Chegamos a Palermo e ancoramos em um ponto confortável, águas calmas e movimento só de dia, das lanchas e veleiros. À noite conseguimos experimentar algumas iguarias da região. Os bares e comerciantes expõem os mariscos e colocam duas panelas ferventes. O cliente escolhe o prato e num instante tá pronto. Experimentei tudo acompanhado de um bom vinho.

Passamos mais uma noite a bordo do Vaga em Palermo. Foram 4 noites inesquecíveis. Fico feliz de ver que Cristiano está tranqüilo e tão habituado a vida no mar que o tempo é um companheiro fiel, não há pressa, há apenas viver tudo pelo lado positivo. Equilíbrio, ponto forte que ele se tornou um expert no assunto, mesmo quando as diferenças são tão drásticas. Personagens com personalidades diferentes, onde o espaço pequeno fornece todos os ingredientes necessários para o caos. Mas, em suma, nada consegue quebrar o que a amizade de uma vida construiu. Fico feliz de poder ter realizado este sonho e agradecido ao meu amigo Crisa por ter me proporcionado isso. Já penso em voltar pro Vagabond em outra oportunidade, quem sabe em Fernando de Noronha e chegar com ele em Salvador, mesmo que não dê, só de ver de terra o Vaga chegando na Baía de Todos os Santos com o sorriso de CC no rosto já vai ser uma recompensa. Volte bem meu amigo! Obrigado!

David Fadul Alves Dias, o Davinho.

Mensagem de Alice

Postado por | No Blog dos Convidados | Em 01-11-2010

Foram-se 3 anos de muitas programações, imprevistos, planejamentos e finalmente, após infinitas horas de vôos, reencontrei o Capitão e embarquei novamente no Vagabond em Darwin, onde nos preparamos para a minha primeira tão sonhada travessia no Indico.

Cheguei praticamente junto com o Cris nessa cidade, só que peguei a maior chuvarada da minha história, mas os demais dias o sol reinou calorosamente!

Muitos vêem a cidade como exótica, por ter a maior população de aborígenas e crocodilos da Austrália, estes felizmente eu só saboreei no prato, enquanto os aborígenas encontrávamos frequentemente pelas ruas alcoolizados e marginalizados; muito triste…

Passaram-se mais de uma semana de intensa logística para seguir viagem rumo a Bali e tive a oportunidade de reviver a série “MacGyver – Profissão Perigo” com o Capitão que adora se distrair em concertos e diversas invenções mecânicas, hidráulicas, elétricas….

Eu também fui premiada como a tripulante mais “experiente” em encalhamentos, o primeiro foi lá em Itaparica com a Lari e Preu, agora aqui como dá para conferir nas fotinhas.

Após finalmente partirmos para a travessia, pude vivenciar um intenso contato com a natureza e, na paz cronológica, curti e percebi detalhes que muitas vezes não nos permitimos com a correria do dia-a-dia. Aprendi tanto sobre a direção do vento, o desenvolvimento das ondas, torci pelo desafio diário das aves imigrando em pleno alto mar… Lembrava daquela música do Lulu & Nelson Motta: “a vida vem em ondas como um mar, num indo e vindo infinito. Tudo que se vê não é igual ao que a gente viu há um segundo, tudo muda o tempo todo no mundo. Não adianta fugir, nem mentir pra si mesmo agora, há tanta vida lá fora, aqui dentro sempre, como uma onda no mar”… (http://www.youtube.com/watch?v=KiU6B4rEVhs)

Nos dias de calmaria do mar, arrisquei os meus dotes culinários com o grande incentivo e cobaia do Capitão (coitado sofreuuu, mas seguirei tentando aprimorar).

Foram intensas emoções até Bali firmes e fortes, mesmo com o mar bem agitado e mais uma chuvarada de boas vindas.

Felizmente Marô chegou trazendo muito sol & som com Bico que preencheram o Vaga com animação de primeiríssima!!!

E a saudade sempre aperta na despedida de momentos tão especiais…

Deixo um forte abraço demorado a todos que seguem essa deliciosa aventura, melhoras ao capitão acidentado – gente finíssima – Gaspar e muito “diesel”!!!

Valeu Cris + uma vez por tudo, beijocas e até a próxima!..

Alice

Cape York ate Darwin

Postado por | No Blog dos Convidados | Em 29-09-2010

Subimos para o Cape York e sentimos muito orgulho pois chegamos no ponto mais norte do australía! Paramos em um vilarejo chamado Seisa, aqui é mesmo o final do mundo! Não tem nem bar! Conhecemos os vizinhos na anchoragem, Trevor e Ben, que estavam fazendo um delivery de um veleiro tomamos um rum muito bom feito pelo proprio Trever.

O Ben me levou para ver um crocodilo enorme que estava deitado numa praia bem perto do Vagabond. O dia seguite fomos ver o bicho, o crocodilo estava “acrocodilado” exatamente no mesmo lugar, mais cheguei perto demais para tirar a foto e o crocodilo pulou na agua. Tomamos um susto enorme e Crisa ficou morrendo de medo.

A noite fomos no fishing clube para um a festa da regata dos barquinhos de vela construido a mão, barcos engracados com bandeiras de piratas e tripulantes com fantasias. Read the rest of this entry »

Lizard Island – Uma ilha especial!

Postado por | No Blog dos Convidados | Em 15-09-2010

Lizard Island tem praias lindas, aqui a agua é clarinha e dar para megulhar, não tem crocodilo! Na ancoragem tem various veleiros e catamarans, um bom sinal! Na proxima praia tem um resort bem chique e exclusivo.

Subimos uma trilha até o alto da montanha no ponto mais alto do ilha, vi um monte de lagartixas. Foi no alto dessa mesma montanha que em 1770, James Cook subiu quando o barco dele, O Endeavour, ficou encalhado no reef durante 33 horas, como naquela epoca nao tinha GPS, a unica solucao foi subir na montanha para ver onde tinha saida do reef. De acordo com os lucais, a vista de la não mudou muito desde a epoca do Cook. Ao chegar no topo da montanha contribuimos com a tradicão do cairns. Essa tradicão consisti em a crescentar uma pedra a pilha já exsitente contribuindo assim para aumentar o seu tamanho.

A tarde fomos para o resort para tomar uma cerveja no bar. Chegamos na praia e perguntamos a um casal sentada na areia a onde ficava o bar. Alex e Emma são um casal brasileiro e australiana que trabalham no resort. Eles nós convidamos para tomar uma cerveja na casa deles. Ficamos bons amigos.

Os clientes do resort, sao na maiora, casais em lua de mel. Eles pagam $3000 a noite para ter sua propria praia enquanto que para a gente, a mesma praia, com um visual melhorado, sai de graca! Na noite anterior eles tiveram um casamento na praia chamada Mermaid Cove, ha poucos metros da nossa ancoragem. Read the rest of this entry »

Cooktown – Vilarejo Historico

Postado por | No Blog dos Convidados | Em 15-09-2010

Nós estamos seguindo a mesma rota da nevegador ingles James Cook. Paramos num vilagagio chamado Cooktown a onde o Capitão Cook chegou em 1770. Cooktown é um vilarejo pequeno com dois bares, um supermercardo e uma estatua do famoso Capitão Cook. É a ultima parada para abasetecer antes de subir para Cape York uma viagem de 12 a 15 dias. A gente passou algums dias nessa bonito vilarejo preparando para o viagem, fizemos o planejamento da navegacão e o supermercardo.

Fomos ao pub e conhecemos o pessoal local. O pescador de carangejo Ben e os seus dreads loiros, nos contou muitas estorias de encontros com os crocodilos.

Quem me deu a ideia para fazer essa viagem louca foi Paulo, do Petit Prince. Fomos para Ilhabela, onde capotamos um hobbiecat 16 e depois fomos para São Paulo, dia 25 de Março, chegando la compramos um globlo inflavel, para assim poder resgistrar todos os lugares do mundo. Passamos um dia olhando os globos e pensando em todos os lugars no mundo onde poderiamos velejar. Eu fiquei surpresa ao saber que o pequeno vilarejo de Cooktown estava marcado no meu pequeno globo, enquanto que outras cidades muito maiores, não estavam, uma tremenda coincidencia.

Depois do Cooktown planejamos dar uma parada em Cape Bedford uns 40 milhas. Acordamos bem cedo as 6.30am para sair da anchoragem com a maré alta. No planejamento eu escrevi o lat e long errada e acabamos chegando em Cape Bedford pensando que era Cape Flatterly. Dois cabos bem parecidos porem 20 milhas um do outro. Depois desse incidente, decidmos que Maria so vai dizer os numeros das corrdenadas em ingles, porque emportugues, poderiamos chegar em qualquer lugar! Apos uma pequena parada no lugar equivocado, dicidimos ir direto para Lizard Island.

Yemanja – Primeiro texto da Maria

Postado por | No Blog dos Convidados | Em 31-08-2010

Agora estou há uma semana no Vagabond, um barco muito simpatico e chique que até tem air condicionado e DVD player. Tambem é facíl para velejar, não tem que subir a anchora na mão. Estou aprendendo dirigir o dingue, que é dificil quando tem onda, para chegar nos lugares sem bunda molhada.

Ontem a gente ancorou em Cape Tribulation, um praia linda e deserta. A agua estava quentinha mais aqui  não dá para megulhar por causa do crocodilos e das aqua vivas perigosas. Eu ainda não vi nenhum crocodilo ou tubarão, mas na semana passada eu vi nas noticias que um tubarão matou um surfista no litoral da australia. Tentamos jogar boomerang na praia, Cris estava muito melhor do que eu.

Depois de uma noite mal dorminda por causa do barco balancando muito, acordamos bem cedo para sair de Cape Tribulation. O tempo estava ruim, o céu todo cinza e nublado, chuva forte e vento de 25 a 30 nós. Parece que eu trouxe a chuva de Manchester para o outro lado do mundo. Tivemos que colocar rizos na vela grande. Read the rest of this entry »

Nei Laudano V

Postado por | No Blog dos Convidados | Em 26-07-2010

Estamos de volta a Simpson Bay, St. Maarten. Preferimos sair do lado Francês – Marigot devido aos altos custos, tudo cobrado em euro, além da maioria das coisas funcionarem do lado Holandês. Aproveitei para ir a Philipsburg (capital) com Marô para fazer umas comprinhas. Aqui vc pode comprar eletrônicos, roupas, joias, etc. com preços muito parecidos com os praticados pelos Estados Unidos. o comércio gira em torno dos turistas que chegam em transatlânticos e passam o dia inteiro por lá. Tudo muito organizado e bem aconchegante, afinal, aqui é um pedaço da Holanda. Na segunda-feira vamos para marina para fazer os reparos no veleiro que estará partindo para Colômbia provavelmente na quinta que vem se os ventos ajudarem.

Dura realidade a volta pra casa. 4 vôos, 39 horas, sendo: 20 de espera em aeroportos, 8 no hotel em Caracas e apenas 11 realmente voando. Apesar disso ainda foi muito melhor que a ida, 29 horas a menos (nada mal!).  Chegando à Salvador senti aquela velha sensação de que o tempo por aqui parou. Sinto-me como se estivesse num vilarejo de interior: muitas favelas, clima abafado, calor, enfim, aquilo tudo que já conhecemos. Um banho de civilização de vez em quando é importante para percebemos o quanto o Brasil está longe do primeiro mundo. Senti um pouco de angústia e depressão. Normal, como sempre, depois de uma semana nos acostumamos novamente.

Na manhã de hoje ja me deparei com trilhões de problemas entre clientes, estúdio e particulares. Achei melhor deixar pra segunda e matar a saudade gigantesca do meu filho. Fiquei sabendo pela mãe que ele estava com um calendário marcando os dias que faltavam pra eu chegar. Ja se passavam 25 dias ausente. Nunca havia acontecido antes. Fui buscá-lo na escola e fomos almoçar. Ficou muito emocionado com o PSP(video game) que havia comprado. Impressionante como nessa fase a criança muda com muita rapidez. Percebi que começara a troca dos dentes, havia perdido seus 2 primeiros de leite. Comecei a relembrar quando o mesmo fato ocorreu na minha infância. Lembro que ficava morrendo de vergonha dos amigos da escola. Tentei imaginar o que se passava na cabeçinha dele e percebi que estava tirando de letra a situação, curtindo a nova fase. Percebo que as crianças de hoje amadurecem em progressão geométrica, em velocidade imensurável.

Enfim, assim vou me despedindo dos diários de bordo do Vagabond, onde pude transmitir apenas um pouquinho do que foi essa expedição pelo norte do Caribe. Só estando lá pra saber o quanto é bacana. Quem sabe em futuros trechos pelo mundo eu consiga reativar os diários e curtir mais uma vez com os amigos. Para quem está em dúvida em poder participar não precisa nem comentar. VAZZEEEEEE LOGOOOO que o tempo não volta!!

Nei Laudano IV

Postado por | No Blog dos Convidados | Em 26-07-2010

Saimos hj de Anguilla e voltamos a St. Maarten, desta vez do lado Frances. Estamos em Marigot, capital do pais. Impressionante como as coisas mudam radicalmente do lado holandes para o fances. Vamos ficar aqui ate o fim da minha jornada. Nao tenho palavras pra descrever o que estar no Caribe. So vindo um dia pra saber. Viver no barco pode parecer mil maravilhas mas tem muito tabalho diario. O velho ditado da tripulaçao – TUDO EH TRAMPO!!! As minimas coisas requerem um certo trabalho, ate pra beber agua precisamos retirar algumas coisas da geladeira, pegar um copo plastico que esta dentro de um armario, atras de milhoes de coisas…O racionamento de agua tb eh um problema constante. Fiz questao de contribuir com as tarefas diarias para entender como as coisas funcionam na vida a bordo de um veleiro. Conviver com os amigos de infancia tb nao eh uma tarefa facil. Mesmo assim todos se esforçam ao maximo para resolver as pendencias do dia-a-dia e levar os problemas para o lugar que realmente merecem, afinal, eles sao do tamanho que a gente enxerga. Estamos longe de ser um grupo harmonioso mas nao trocaria nada disso pelo melhor hotel 5 estrelas do Caribe. No final das contas a gente releva tudo e o resultado acaba sendo muita diversao. Sem duvida ficarei eternamente grato pela hospitalidade do capitao e de toda tripulacao por terem me aturado todo esse tempo.