Nossa Rota

Nei Laudano V

Postado por | Postado em Blog dos Convidados | em 26-07-2010

Estamos de volta a Simpson Bay, St. Maarten. Preferimos sair do lado Francês – Marigot devido aos altos custos, tudo cobrado em euro, além da maioria das coisas funcionarem do lado Holandês. Aproveitei para ir a Philipsburg (capital) com Marô para fazer umas comprinhas. Aqui vc pode comprar eletrônicos, roupas, joias, etc. com preços muito parecidos com os praticados pelos Estados Unidos. o comércio gira em torno dos turistas que chegam em transatlânticos e passam o dia inteiro por lá. Tudo muito organizado e bem aconchegante, afinal, aqui é um pedaço da Holanda. Na segunda-feira vamos para marina para fazer os reparos no veleiro que estará partindo para Colômbia provavelmente na quinta que vem se os ventos ajudarem.

Dura realidade a volta pra casa. 4 vôos, 39 horas, sendo: 20 de espera em aeroportos, 8 no hotel em Caracas e apenas 11 realmente voando. Apesar disso ainda foi muito melhor que a ida, 29 horas a menos (nada mal!).  Chegando à Salvador senti aquela velha sensação de que o tempo por aqui parou. Sinto-me como se estivesse num vilarejo de interior: muitas favelas, clima abafado, calor, enfim, aquilo tudo que já conhecemos. Um banho de civilização de vez em quando é importante para percebemos o quanto o Brasil está longe do primeiro mundo. Senti um pouco de angústia e depressão. Normal, como sempre, depois de uma semana nos acostumamos novamente.

Na manhã de hoje ja me deparei com trilhões de problemas entre clientes, estúdio e particulares. Achei melhor deixar pra segunda e matar a saudade gigantesca do meu filho. Fiquei sabendo pela mãe que ele estava com um calendário marcando os dias que faltavam pra eu chegar. Ja se passavam 25 dias ausente. Nunca havia acontecido antes. Fui buscá-lo na escola e fomos almoçar. Ficou muito emocionado com o PSP(video game) que havia comprado. Impressionante como nessa fase a criança muda com muita rapidez. Percebi que começara a troca dos dentes, havia perdido seus 2 primeiros de leite. Comecei a relembrar quando o mesmo fato ocorreu na minha infância. Lembro que ficava morrendo de vergonha dos amigos da escola. Tentei imaginar o que se passava na cabeçinha dele e percebi que estava tirando de letra a situação, curtindo a nova fase. Percebo que as crianças de hoje amadurecem em progressão geométrica, em velocidade imensurável.

Enfim, assim vou me despedindo dos diários de bordo do Vagabond, onde pude transmitir apenas um pouquinho do que foi essa expedição pelo norte do Caribe. Só estando lá pra saber o quanto é bacana. Quem sabe em futuros trechos pelo mundo eu consiga reativar os diários e curtir mais uma vez com os amigos. Para quem está em dúvida em poder participar não precisa nem comentar. VAZZEEEEEE LOGOOOO que o tempo não volta!!

Envie um Comentário